Wednesday, June 28, 2017

Crônicas Pirenopolinas XII ::: A Igreja do Bonfim



Chega-se a ela por duas ruas: a da Aurora e a do Bonfim e o mais conveniente será sempre subir por uma e descer por outra, de preferência depois de marejar os olhos no pôr do sol. Por ela nutro carinho todo especial e uma como que compulsão por fotografá-la sempre. Lembra a Matriz do Rosário, que está abaixo, mas também em colina, mas de menores proporções. Tem pintura no forro da nave, cousa rara em Goiás e hoje talvez única, depois que a do Rosário pegou fogo. Rosas, anjos e nuvens, o Senhor do Bonfim, também presente na maravilhosa imagem mandada trazer da Bahia, dos 1700. Não é pouco.

Querida pela comunidade, que a ela acorre para pedir bênção antes da Festa do Divino e antes de viagens e casamentos.

No transepto esquerdo, uma imagem antiga de roca do Senhor dos Passo. No direito, uma imagem meio modernosa do Divino. Inexplicavelmente, me ajoelhei e rezei, eu que nunca faço isso.

O altar, ao qual subimos, tem proteção, como que um para-vento, com pintura original. Sensacional.










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