Sunday, January 22, 2017

A Feira Moderna / Eterna do Grajaú

Bolinho da Quequé


Acho que estou ficando igual à Aracy de Almeida (aqui), a cada sexta-feira acho a feira do Grajaú o máximo e o segredo para evitar frustrações é nunca comprar legume ensacado muito barato. No mais, é a feira, nossa tradição medieval urbana.

Esta nossa tradição medieval urbana será incontornável para amantes de comida de rua. Aqui, a tapioca, o caldo de cana com pastel (com direito a muitos chorinhos) e, coisa mais recente, o caminhão de comida japonesa e outros que tais. A perereca da Anita, a sensação da Gigi, a sacanagem do Índio, o bolinho da Quequé, sendo o bolinho um dos melhores petiscos neste Brasil hodierno e triste, podendo fazer bonito em qualquer comida di buteco.

E eu, reconheço, às vezes tão conservador, batendo perna até  Honório Gurgel procurando o pé-sujo com azulejos, quero a feira do Grajaú assim, nem moderna nem tradicional: eterna, apenas eterna, eterna e sensual.

E nunca Beto Guedes fez tanto tanto sentido. A paz na terra. Amém.


Meu coração é novo
O convite é sempre igual
Se a distância já morreu
Independência ou morte.

A paz na Terra.
Amém.

Teu sorriso é o que eles temem, medo, medo


Só queridxs

Casquinha de siri

A sacanagem do Índio









Dá o play aí ::

Tua cor é o que eles olham, velha chaga
Teu sorriso é o que eles temem, medo, medo

Feira moderna, o convite sensual
Oh! telefonista, a palavra já morreu
Meu coração é novo
Meu coração é novo
E eu nem li o jornal
Nessa caverna, o convite é sempre igual
Oh! telefonista, se a distância já morreu
Independência ou morte
Descansa em berço forte
A paz na terra, amém.

Gozando Junto XXV :: Em Pirenópolis



Com certeza, a menor postagem da série, a ponto de eu quase descartar. Faltou coragem. Gostei tanto das fotos.

Serve também pra dar uma espanada nas teias de aranha.

Outras mais carregadas aqui :: aqui, here, ici, zdiez.




Crônicas Pirenopolinas VI ::: Azulejos em Piri



Claro que Pirenópolis não é para azulejófilos. A cidade é velha, mas nunca foi rica o suficiente para chegar a esses refinamentos (mesmo Ouro Preto....). Mas assim como em Valparaíso (aqui), sempre se descobre alguma coisa. No caso, trata-se de um painel policromado na restaurada casa onde hoje se localiza o fórum. Obra da portuguesa Azulejaria Artística Guerreiro, de Alhos Vedros (amo esses nomes): 171 peças, tirando a cercadura.

Com certeza o tema não constava no catálogo da azulejaria de Alhos Vedros (já ia escrevendo Alhos Velhos e depois Adros Velhos): o embate de mouro e cristão, a tipiquíssima cavalhada pirenopolina, o Divino. No meio, a cereja do bolo: Nossa Senhora e Jesus com traços mestiços. 

Terá esse detalhe não tão detalhe assim feito parte da encomenda? Ou é como os portugas enxergam as coisas por aqui? De qualquer modo, feliz com a escolha e com a execução. Somos todos mestiços.





Crônicas Pirenopolinas V :: O Empadão Goiano II



Não haverá viagem a Goiás completa sem empadão goiano, não haverá viagem a Goiás sem empadão goiano, não haverá Goiás sem seu empadão.

Volto a ele passados quase quatro anos (aqui). O curioso é que, estando Pirenópolis vivendo a sua gentrificação, a que não pode faltar uma gourmetização, lá pelos restaurantes bonitinhos da Rua do Lazer não creio que ele possa ser encontrado. Mas basta sair ali do movimento, perder-se pelas ruas por detrás da Igreja do Rosário, que a iguaria estará sendo anunciada na plaquinha simples.

Comi-o com cerveja (ruim) de latinha e jornal da Globo ligado. Eu puxava da perna, devido à queda do dia anterior. Mas foi em frente ao Cine Pireneus.

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EMPADÃO GOIANO

Ploft!

(É pra comer de colher?)

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E aí tudo fica bom.

Até onde apurei, está em processo de tombamento desde 2011. Tombe-se já!






Friday, January 20, 2017

Brasília, tchau



Não fosse a ida do meu pai a Brasília, e lá se vão trinta anos, não creio que eu teria jamais escolhido a capital como destino de viagem. Não, eu não teria. Pode ser até que eu tivesse ido para as históricas goianas, mas mesmo essas (Goiás Velho duas vezes, Pirenópolis três, Corumbá, Luziânia, Flores, Cavalcante) , não há negá-lo, só foram "feitas" graças à proximidade do apartamento em que o pai querido mora na Quadra Sul.

Apartamento que ele está para deixar, depois de ter combatido o bom combate. Ir para Brasília para ajudá-lo com a imensa biblioteca é ainda uma chance de conhecer Brasília. Que tem os seus encantos.

O pequeno apanhado é fruto de um pequeno passeio pela quadra. Só as curicacas (aqui) já pagariam toda a viagem. Mas tem ainda o desenho no chão a imitar os azulejos de Athos Bulcão, ali próximo (aqui e aqui) e tem o boteco de raiz piauiense. Quem disse que Brasília não os tem?

Da viagem anterior, aqui.











Artesanais goianas

Tião em Quintino



Talvez devido à Paróquia no alto da Rua Nogueira, mas aí caímos na questão do ovo e da galinha. A verdade é que Quintino talvez seja, ao menos nas proximidades da casa que lhe emprestou o nome, um dos poucos lugares do Rio em que a primazia nas platibandas não está com São Jorge ou N.Senhora de Fátima, mas com ele, o aniversariante de hoje São Sebastião.

Parece-me justo. Ao menos um dos painéis é dos Irmãos Igrejas, cuja assinatura aqui se faz pela elaborada cercadura de cor ocre (aqui).

Como ensinou-me Saramago em Viagem a Portugal, não foi o jovem milanês vítima fatal de seu martírio, isto é, não morreu ele das flechadas. Duvido é que resistisse ao sol de meio-dia de Quintino em janeiro.






Provavelmente Igrejas






Thursday, January 19, 2017

A Folia de Reis do Santa Marta II :: Os Vídeos


Passamos da metade de janeiro. A folia foi dia 6. Tem muito 2017 ainda. Mas já é com certeza um dos highlights do ano todo.

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O Estilo Missões em Quintino



Tem uma postagem no blog sobre o estilo Missões (aqui), aka neocolonial hispânico, que é uma das mais lidas ever. Não sei bem o porquê. Sei que continuo atento e cada vez mais feliz ao descobrir um exemplarzinho. Essa casa rosa com o São Jorge em azul cobalto na platibanda.... morava ali fácil.

Estilo Missões, casa comigo?