Sunday, March 28, 2010

Pequeno Ensaio (e erro!)




Ao som de Michael Nyman (a trilha do filme The Actors, rara!), um pequeno ensaio na sala.

No flashes, please.

A chacun son biberon


E como essa história toda de piscina dá muita sede (piscina, ao contrário de praia, também rima com cerveja. Pisceja, digo, que seja), depois foram os mocinhos cada qual para sua mamadeira.

Não, não me venham com essa história de mau exemplo, senhores. Dantinho não está dando mau exemplo a ninguém. Não é porque eu o vi tomando seus 150 ml. de leite, que irei eu aumentar meu consumo para além de minhas doses matutinas de Nescafé com leite.

Outina... ou Pisçono


Drummond quem pediu. Que não rimássemos a palavra "sono" com a incorrespondente palavra "outono". Concordo. E agora que o sol é já ligeiramente mais ameno (sim, o outono exite mesmo em Niterói), rimo outono com piscina, para onde segue a família manhã cedinho.

Dante gostou um bocado daquele monte de água, inda que o gostar dele seja por tempo, digamos, limitado. Mas curtiu! Na bóia fusquinha!

Saturday, March 20, 2010

Nem só de chocolate (e relógios!) vive o homem... A cena progressiva suíça


Sempre tive muita pena dos suíços: vivem em um país feio, miserável, notório pelos seus péssimos chocolates e relógios e, o que é pior, sem uma cena progressiva à altura de uma Itália, uma Espanha, uma Alemanha da vida.
Ora, mas não é bem assim... Embora desconhecida, a cena progressiva suíça é digna de ser lembrada, tanto a dos anos 70 quanto a mais atual.

Chega a ser incrível que mesmo um ótimo livro como o Scented Gardens of the Mind, uma das minhas bíblias, não tenha nem uma linha sobre bandas suíças...

E tem sobre Groelândia, Portugal, Bulgária, Grécia, Turquia...

Comecemos inventariando algumas bandas:

Dos anos 70, começo dos 80:

CIRCUS
FLAME DREAM
ISLAND
DOCMEC
ERTLIF
EXIT
KROKODIL
PACIFIC SOUND
TOAD
WELCOME
AGAMEMNON (1981)
DRAGONFLY (1982)

Anos 90 em diante:

CLEPSYDRA
GALAAD
YOLK
METAMORPHOSIS
THONK

Do primeiro grupo, temos uma jóia absoluta que atende pelo nome de AGAMEMNON. Um único disco (editado pelos próprios caras) que apresenta duas longas suítes a contar a vida do herói grego que dá nome à banda. Parece incrível, mas ainda não foi reeditado em CD. Para compensar, temos vídeos do YouTube. Chega a lembrar a austríaca Kyrie Eleison, ao passo que a voz tem um quê de Cat Stevens...

Mas a jóia total dos anos 70 é o CIRCUS, em especial o álbum Movin’ On. Que maravilha! Um prog jazzístico de primeira, capaz de fascinar mesmo quem não é muito chegado a jazz ou prog-jazz (como eu). O disco (1977) segue uma fórmula cara à época: quatro faixas do lado A e a longa suíte do lado B. Mas, em que pese a excelência da suíte, é difícil decidir qual o lado é o melhor, dada a beleza e a garra das faixas mais curtas. Flautas divinas, mudanças de tempo sensacionais e, se você ouvir um bicho rugindo (principalmente se estiver de fones de ouvido), não se assuste: é só o baixo diabólico do Marco Cerletti.

Gravado na Suécia e produzido pelo Pär Lindh, o THONK, não obstante, é suíço. Earth Vision Impact (2001) é uma tecladeira infernal, chega a me lembrar os italianos Rustichelli e Bordini, em Opera Prima (1973). Ótimo disco.

Do METAMORPHOSIS, conheço apenas o terceiro, Then all was silent (2005), e é muito saber que no ano passado eles voltaram a lançar material.

O som deles se situa entre o neo e o sinfônico, com algumas pitadas de eletrônico (eletrônico à la Tangerine Dream e não esses technos horrorosos, fique isto bem claro). Bastante melodioso, terá aqui e ali alguns momentos dispensáveis. Mas, no todo, é um disco muito bonito que apenas requer as famosas “repeated listenings”. Tem bastante mellotron e a primeira a última música são os destaques.

Friday, March 19, 2010

Trouble me


Anda Dante numa fase muito seresteira: quer porque quer passar as madrugadas em claro, indo de um canto a outro da casa. Ontem nem foi assim, ele sequer esperou as altas horas, acordando às 10:15 da noite, bem na hora que papai aqui ia dormir. E aí foram horas.
Tem momento que cansa.
Mas, no mais, hoje faço minhas as palavras da Natalie Merchant: trouble me...
(It's an honour...)


A ótima ilustração é do Danilo Marques... Visitem seu site que vale a pena!: www.danilomarques.com.br

Miau

Esqueci como se diz "Feliz Aniversário" em gatês, meu dicionário gattese-italiano está no quarto do Tutuca, que por ora dorme, então vamos de miau mesmo para o título deste post.
Isolducha fez três aninhos no dia 16. Lica comprou bolo de abacaxi e à noite cantamos parabéns. Isolda, Lica, Dante, Lúcia, eu.
We are family!
I got all my sisters with me!!

Monday, March 15, 2010

Pelúcia, Irenes



Dante tem a Vó Chica, mãe da Bia, a Vó Lelé, mãe do Evandro, e a Vó Lúcia, mãe da Bia e do Evandro. Esta última sempre me faz lembrar o poema do Bandeira que o professor Policarpo me apresentou back in 1983. Desde então guardo o poema no coração e na memória e, se esta falha, aquele responde em dobro.

Mas vejamos:

Irene preta
Irena boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
"Licença, meu branco"
E São Pedro, bonachão:
"Entra, Irene, você não precisa pedir licença..."

Embora o poema possa ser lido numa clave muito séria, à la Roberto Schwarz, como exemplificação do jeitinho e do compadrio brasileiros, prefiro, por ora, ficar com a leitura mais chã mesmo, a do carinho e do amor daqueles Irenes boas e sempre de bom humor. Daquelas Irenes incansáveis que, mesmo na dor, vestem sorrisos e irradiam carinhos. Esta Irene brasileira é a Dilsey do Faulkner, que se mantém de pé, invencível, em meio ao caos da aristocracia decadente e escravocrata do Sul.

E houve quem chamasse Faulkner de racista... Terão chamado Bandeira de racista também? Ora, ora, give me a break...

Um beijo pra Lúcia, vozinha querida do Dante.

Aliás, este ano, pela vez primeira, tenho uma aluna de nome Irene! É tão bom! Porque sempre que a vejo, sempre na hora da chamada, recito o poema! Um beijo pra ela também.

PS: Lúcia querida, as fotos estão borradas de hipopótamo, digo, de propósito. Ah, você já está há tantos anos aqui em casa que já deve ter se acostumado com essas maluquices.

Saturday, March 13, 2010

Descobrir que teu sobrinho é beatlemaníaco


Descobre-se um dia por acaso. Culpa dessas mudernidades, tipo msn, que até revelar o que se está ouvindo, revela. (Quando começar a revelar os pensamentos, caio fora). Aí vejo que um dia João Gabriel está ouvindo Beatles, e no(s) outro(s) dia(s) também. Quando ele viaja para Miguel Pereira, período no qual não acessará o msn, deixa como mensagem AND I SAW HER STANDING THERE. Quando ele volta, mexo com ele ("Apaixonado, pirralho?"), mas ele nega, e eu acredito. Mas vejo que a paixão é outra, daquelas que não se apagam, não se traem e, a julgar pela minha, só faz crescer com o tempo. Em outros papos virtuais, confirmo: temos em família um outro beatlemaníaco, que já tem suas preferências e ama o White Album.

Welcome to the club, Johnny!

Aliás, espantado não estou. Há uns cinco anos, perguntei-lhe qual era a sua banda favorita. Ele me respondeu com nova pergunta: "Nacional ou internacional?". Êpa, senti que a parada era séria! "Nacional", disse. E ele: "Titãs". E internacional?, continuei. E ele: "Yes e Jethro Tull"...

Bem, percebam então que não há espanto em sabê-lo beatlemaníaco.

Há alegria. Alegria, João Alegria. (Faltou vírgula? Não)

Wednesday, March 10, 2010

Alegria, alegria!

Tadinho do bloguinho, depois de muita turbinação nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, foi só o trabalho voltar (coisinha insignificante) que ele foi relegado para escanteio...
Mas isso vai mudar, aliás já está!
Este postizinho é só para mostrar que estamos, blog e eu, vivos, aliás muito vivos, alive & kicking.
A foto é do show do Coldplay, o primeiro show de rock do mocinho João Gabriel Alegria Domingues.
Ambos bêbados, de rock, de alegria, de chuva, e... tá, de cerveja também (er... só eu).