Tuesday, September 27, 2016

O Painel de Vitrais do MAB-SP :: Fogueira a arder no dia findo



O dia já estava mais que ganho. Duas belíssimas exposições no MASP (Portinari Popular e a emblemática A Mão do Povo), além de uma passada pelas pérolas do acervo, onde há quatro Modiglianis. Um almoço em um peruano com preços de povo peruano, leite de tigre e pisco sour ótimos.

O já estava ganho, podia baixar a coisa fria, também chamada noite, mas eu quis ainda visitar Higienópolis, onde jamais estivera, atrás de um mosaico de pastilhas. Encontrei, gostei, depois posto.

Dia, portanto, ganho, repito. Gastei meu dia, nele me perdi. As árvores lá fora se meditam e a recém-chegada primavera é quente em mim, que a estou berçando.

E eis que encontro, sempre por acaso, o MAB, o Museu de Arte Brasileira, e nele o salão de entrada mais bonito que há dentre todos os museus visitados.

Este blog fala de painéis de azulejos, trata de painéis de mosaicos, e aqui era um painel, imenso painel de vitrais, onde já se viu isso.

São 230 m² na escadaria, com 216 quadros de 103 X 103 cm, dos quais 56 são vitrais artísticos entremeados por vidros leitosos com pintura de “cipós” feitos por Cláudia Andujar, artista naturalizada brasileira, autora também do painel da claraboia. Alguns destes 56 são assinados. Um Carybé ali, um Poty aqui, um Portinari perto da Tarsila.

E de lá saí vagaroso, de mãos pensas e coração radiante. Aquele painel, uma fogueira a arder no dia findo.





O teto



Aldemir Martins


Fulvio Pennacchi
Noêmia Mourão

Tarsila do Amaral

Portinari

Carybé
Poty

Bruno Giorgi




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