Saturday, May 29, 2010

Porventura a Mais Triste

Nas notas de produção da peça The Glass Menagerie (difícil tradução para o português, recentemente escolheram O Zoológico de Vidro: horroroso), o autor Tennessee Williams dá dicas de montagem sobre iluminação, recursos extra-palco e música. Quando trata desta, escreve “it is the lightest, most delicate music in the world and perhaps the saddest.” Daí, quando trabalho esta peça com meus alunos, peço que se imaginem como diretores e tragam para aula o que julgam ser “a música mais leve, delicada e porventura a mais triste do mundo.” O resultado é geralmente bastante diversificado. Em que pese a subjetividade, algumas escolhas nada têm de triste, enquanto outras são francamente interessantes.

Eu também mostro as minhas, que costumam ser:

1) O tema principal de L’Amant, trilha belíssima de Gabriel Yared.
2) Deste mesmo autor, o tema principal do filme Sylvia. Cuidado!
3) A trilha para o primeiro episódio do Decálogo, do Kieslowski, do compositor Preisner. Muito cuidado!
4) Na área do rock progressivo, um pequeno trecho da “Epitaph”, do King Crimson, de 4:00 a 5:14, justo o trecho sem mellotron – eu, que adoro mellotron! Reparem como o fagote passa a bola para a flauta – bom demais.

No campo da música clássica, duas imbatíveis:

5) O Adágio para Cordas, do Barber.
6) O Adágio da Nona Sinfonia do Mahler.

Em relação ao adágio do Barber, o David Lynch pegou pesado ao usá-lo como trilha na cena final de O Homem Elefante. A cena já é triste, a música, tristíssima, juntar as duas é covardia, para chorar a água de uns dois cocos...

2 comments:

Jam said...
This comment has been removed by the author.
Jam said...

listeniiiiing, all of them.