Sunday, September 13, 2015

Osanna Eterno



Li certa vez em livro sobre o progressivo italiano que o Osanna fez isso e aquilo mas falhou em produzir a sua obra-prima, o que é de todo falso porque temos aí o Palepoli, capolavoro não apenas do Osanna, do rock progressivo italiano ou do rock progressivo, mas de toda a história da música ocidental.

Grandes entendedores, como meu ex-vizinho de porta Aírton, que inclusive se correspondia com os caras, preferem o L'Uomo, disco ainda ingênuo e desigual, mas com seus muitos méritos.

No Landscape of Life, eles voltam ao problema da língua e cedem, já desde o título, à merda do inglês. É outro disco desigual.

As duas últimas faixas, no entanto, "Fiume" e a instrumental (assim resolve-se o dilema da língua?) "Somehow, Somewhere, Sometime", são ainda o que de melhor pode haver no rock progressivo italiano na primeira metade dos anos 70.

Tive a felicidade de comprar meu disco em Napoli, pertos dos telhados mesmo que eles escalaram, como antes os Beatles e depois o Blur.


No comments: