Monday, February 17, 2014

Roine Stolt e eu


O show do Transatlantic na semana passada na capital paulista proporcionou-me, dentre outras coisas, conhecer os supermúsicos da superbanda do progressivo e em especial dois a quem admiro há muito :: Neal Morse e Roine Stolt. Os dois, junto com o Steve Wilson, são dos maiores nomes da cena progressiva dos últimos 15 anos, seja em termos de excelência, seja em termos de enorme, a beirar o absurdo, prolificidade.

Confesso que fiquei meio abestalhado na hora, mas não perdi a chance de contar ao sueco um segredo. Confesso que fiquei meio abobado ao conhecer o Portnoy, o Trewavas o Stolt, o Morse, nesta ordem.

Para o primeiro não tinha nada a dizer. "Você é um baterista monstruoso" é coisa que ele deve ouvir dez vezes a cada 15 minutos. Para o Trewavas também pareceu-me pueril algo do tipo: "Olha, você é um baixista do cacete e já estou sonhando com os dois show do Marillion em maio", de modo que nada falei, mas dele ouvi o elogio ao Magma, que eu trazia na camisa.

Para o Morse eu confundi tudo, queria dizer que toco há anos a música "Wind at my Back" para os meus alunos e acabei dizendo que eu tocava Snow. Plé.

Mas com o Roine, com quem eu já trocara alguns e-mails em 2008, quando andei por suas terras, acertei. Disse-lhe o seguinte:

"Olha, há alguns anos, quando eu me dilacerava com a dúvida de ser pai ou não, foram as três últimas músicas do Solo (último disco dos anos 70 do Kaipa) que me fizeram escolher que sim, eu seria pai. Ele se chama Dante. He's five now."

Roine, que já demostrara surpresa quando lhe estendi o disco para o autógrafo, levantou os sobrancelhas, no que me pareceu um sincero espantoe respondeu: "Well, at least we have achieved something".
 
Yes, you certainly have.
 
 
 



 
 
PS: O encontro com os sujeitos antes do show, by the way, não teria sido possível sem a ajuda de dois amigos ::: Nilda e Paulo. Tack så mycket!!!

1 comment:

Daniele Domingues said...

Emocionante!