Monday, July 01, 2013

No meio do caminho tinha o Minho



no meio do caminho tinha o Minho
rio antigo que flui no coração
do rio antigo :: e assim me rio
e assim nomeio e assim me embriago
de vinho farto ao som das caldeiradas
e me perco transido de azulejos
os azulejos :: azul e desejos
voo azul de desejos pela moça
que tanto coça o pensamento aqui
recebe sob as pálpebras da tarde
este bilhete em forma de soneto
e nada impeça que este verso queime
que teime em repetir o que já sabes
de cantar o que em mim já não se cabe

2 comments:

Daniele Domingues said...

A caminho do sempre divertido encontro com meu irmão...

Marta Rodrigues said...

Rapaz, mas como andas amando, enamorando, poetizando. Bom te ver feliz assim.