Showing posts with label Mosaicos. Show all posts
Showing posts with label Mosaicos. Show all posts

Thursday, February 20, 2020

Stratford-upon-Avon :: Mosaicos



Claro que a Stratford-upon-Avon se vai por causa do Shakespeare: a casa, na verdade as casas, a Royal Shakespeare Company e suas montagens maravilhosas.

Bem, no caso de você ser fã de Nick Drake, pode-se usar Stratford, também, como ponto de apoio para conhecer Tanworth-in-Arden (aqui). Mas claro que só depois de ticar o obrigatório do Bardo e descer alguns pints no Garrick Inn, de preferência com tortas de carneiro

Ninguém irá a Stratford por causa de uns mosaiquinhos no chão perto da estação de trem. Mas não é que são uma graça?

Obra mui recente, com certeza daqui a alguns anos estarão já nos guias, depois, claro, dos Shakespeares e Nicks.

Bem, eu os incluiria já.







Friday, July 13, 2018

Crônicas Floripas IV ::: Mosaico de Martinho de Haro


Como acontece comigo com azulejos: de tanto por eles procurar, eles como que procuram por mim, oferecendo-se. Uma pequena recompensa, talvez, que não desdenho. Mosaicos como azulejos. Assim em Juiz de Fora (aqui), assim em Florianópolis. Foi sair do hotel e esbarrar com os painéis. 

Este aqui é de Martinho de Haro, artista catarinense nascido em 1907 na cidade mais fria do país. O painel, de certo modo lembra o de Mucci citado, ao atender a objetivos específicos: aqui, uma ode à industrialização de Santa Catarina, representada na figura dos operários na forja. Se os temas parecem 'insossos', 'pouco poéticos', são mais do que salvos pelo rigor e pelas cores das tesselas: efeito verdadeiramente arrebatador.

O filho de Martinho Haro é Rodrigo Haro, poeta, pintor e também mosaicista. Há painéis dele pela capital, que não cheguei a ver.






Thursday, May 31, 2018

Um Paulo Werneck na Tijuca?


Este é um pequeno painel mural em mosaico na entrada (externa) de um edifício na Almirante Cochrane, Tijuca. Tem todas as lindas características de Paulo Werneck (aqui e aqui), porém não está assinado (o indefectível PW) e tampouco consta na leva de painéis de Werneck tombados em 2007, tarefa da amiga Iva Copede, que agora labuta comigo para o tombamento dos Nilton Bravo.

Se as suspeitas se confirmarem, será o terceiro mosaico de Paulo Werneck na Zona Norte desta muy leal, somando-se ao do Andaraí (hospital) e Benfica.

De quebra posto foto do Dante, adornado por e adornando obra do Paulo no Leme, onde estivemos hoje para aproveitar sol e sal.


Friday, May 25, 2018

Portinari em Juiz de Fora


Bastaria um desses para encher qualquer juiz-forano de ufanices: terra natal de Pedro Nava; Tupi Football Club (aqui) ; o torresmo do Bigode; a cena atual de cerveja artesanal. Não é pouco, e tem mais: terra natal de Murilo Mendes e dois trabalhos de Portinari em vias públicas.

Dois.

O primeiro é um dos seus típicos painéis azulejares, em azul e branco, Quatro Estações, com trevos de três folhas. Década de 50. Recém-restaurado, hoje é protegido por vidro, o que talvez, sabe-se lá, ajude os transeuntes distraídos a perceber que há ali um Candido.

O segundo, logo ao lado, é o mosaico de cavalinhos, rondó de cavalinhos, que vai do teto ao chão no Edifício Juiz de Fora. Com nuvens fica particularmente interessante. Aqui, esclareça-se, a concepção é de Portinari, a execução é de José Moraes, mosaicista de quem farei postagem em breve.

Mais mosaicos e azulejos na cidade de Nava e Mendes e torresmo do Bigode: aqui, aqui e aqui.









Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.

< Bandeira > 


José Moraes em edifício residencial no Catete

Wednesday, May 16, 2018

Mosaico na Haddock Lobo



Que a Haddock Lobo tem suas joias é óbvio. Mas óbvio para olhares atentos, óbvio para ledores e reledores de Pedro Nava, já que ali ficava a Pensão Moss (no mesmo número 252), ali ficava e fica o Palacete do Pavão (ver aqui, aqui), que este humilde blogueiro tem por mais bela casa do Engenho Velho, ali ficava a Farmácia Capelleti, ali ficam os Capuchinhos, que simplesmente guardam o marco da cidade.

Então é andar de olhos atentos.

Aí descobri esses mosaicos. 

Registros feitos com a anuência dos desconfiados porteiros, em meio a dois portões de grades pontudas. De modo que não deu para caçar assinaturas nas extremidades inferiores.

Mosaico é já trabalho fino. Este, reparai, como faz uso de tesselas de diferentes formas.



Thursday, March 22, 2018

Di Cavalcanti em Juiz de Fora : Primeiro Mural Modernista


 Quem passa pelo local hoje não diz que é uma praça, muito menos uma Praça da República. Tanto que tem morador que desconhece (não sei se conhecerá por outro nome). De qualquer modo, se ali foi colocado o Marco do Centenário da cidade, em 1951, é razoável crer que o local tinha à época prestígio hoje perdido.

O triste é que no marco, projetado por Arthur Arcuri, há painel de Di Cavalcanti : o primeiro mural modernista em mosaico instalado em praça pública e o primeiro concretista do Brasil.

Tombado pelo Patrimônio em 2001, encontra-se bem deteriorado.








Sunday, March 18, 2018

Um Mosaico de Mucci para Juiz de Fora


Fui a Juiz de Fora para ver Portinari, cavucar alguma coisa do Nava e assistir à partida do Tupi contra o Tombense. Dei conta de tudo mas a viagem não estaria completa não houvesse as surpresas, no caso, um lindo e monumental mosaico de pastilhas de Alfredo Mucci.

Mucci é autor de um dos mais belos mosaicos do Rio de Janeiro, localizado em Copacabana na entrada de um prédio da Xavier da Silveira (de que falei aqui).

Encontrá-lo no hall de entrada do antigo Banco Mineiro da Produção já pagou toda a viagem.






Saturday, January 13, 2018

The Amazing MAZE



Não foi o The Maze do jazz, tampouco o do curry (já sabíamos), e tampouco foi o The Maze de uma simples cervejinha (Guitt's fosse) para a paisagem.

Mas tinha gato lindo, deliciosamente preguiçoso, curtindo uma ressaca ao lado do Bob. Que fermentava a sua.

E os mosaicos estavam lá. Pobre Park Güell.

E aquele lindo seio apontando orgulhosamente o céu, mais firme que a Sul América (ei, isto é Bandeira!), também.

PS: Reparem, na primeira foto, como os mosaicos continuam a paisagem.
 









Saturday, November 11, 2017

Crônicas Cunhenses II :: Era um burrinho pedrês


 Encontrar nas pedras portuguesas de Cunha toda uma tropa, tendo à frente ele, miúdo e resignado, que já se chamou Sete-de-Ouros, Brinquinho, Rolete, Chico-Chato, Capricho, mas que passou à eternidade mesmo como burrinho pedrês apenas.

Será mesmo ele, tão mineiramente mineiro, em terras paulistas? Dou fé: vi a marca-de-ferro: um coração no quarto esquerdo dianteiro. Que os ciganos, que o raptaram, tentaram apagar.