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Friday, May 20, 2022

Feira em Honório Gurgel

Saí de casa com o propósito único de explorar a Rua Tacaratu (aqui), que eu conhecera, por acaso, quando fui com o Dante ao Parque de Madureira há coisa de dois meses. Aliás já pensava nessa exploração há dois meses, mas ficava cabreiro com medo da violência. Sábado passado, provavelmente saudadoso dos passeios que o Comida di Buteco proporciona (aqui), enchi-me de coragem. Fui. Não sem antes, na véspera,descobrir que perto da dita rua tinha feira aos sábados.

Rapaz, que feira

Me dissessem estava eu em Tacaratu, eu quase acreditava. A quantidade absurda de gaiolas, os tenébrios, o chopp artesanal, o jiló recheado, o bolinho de feijoada pantagruélico a três reais, a presença das escolas de samba nas camisas, a música berrando nas caixas (isto eu dispensaria), Jesus Amado, eu quero um aniversário ali

Sábado é dia de feira

 


 






















 


Tuesday, July 16, 2019

Rua Sanatório


Manhã de sábado, o amigo de São Paulo visitando e o programa seria a Feira da Praça XV. Seria. Não apenas porque ele já conhecia a feira, mas achei que cabia uma flanada pelo subúrbio, ele que também é esquisito, também gosta de coisas esquisitas e de fotografia.

Escolhi o Café e Bar São José da Pedra, na Rua Sanatório, disputada por Cascadura e Madureira.

Disputa justa. Eu a disputara aqui para o Grajaú também

afinal, quanto estilo Missões e azulejos e singelezas





















Monday, January 14, 2019

O Melhor Gim Artesanal do Mundo ~ Amázzoni



O melhor gim artesanal do mundo é brasileiro, destilado numa linda fazenda tricentenária no Estado do Rio de Janeiro. Veja você: fazem de tudo para acabar com o estado e a cidade do Rio e coisas lindas assim (r)existem, estralando no azul do vale do Paraíba, reinventado-se.

Foi ano passado que soube que uma destilaria de nome Amázzoni ganhara importante prêmio. Fiquei com uma, duas pulgas, fui pesquisar, achei. E hoje visitei. Trata-se da primeira destilaria independente de gim do Brasil, situada em fazenda -- a Cachoeira -- que, para além do café de lei, já produziu muita cachaça envelhecida.

Esta história de gim é recente, o que torna tudo mais bonito. Quando os amigos, visionários alquimistas decidiram pela fabricação desse álcool de cereais com ervas aromáticas, especiarias e os famosos botânicos, quiseram produzir coisa bem brasileira sem, contudo, jactâncias de achar que estavam a reinventar a roda. Ou seja, vamos colocar ingredientes típicos do gim: o zimbro (por óbvio), o limão, o louro, a mexerica, o coentro, mas vamos agregar os inéditos, diretos da selva, jamais explorados como princípios botânicos em um gim. E assim entraram também o cacau, a castanha-do-pará, o maxixe, o cipó-cravo e a rainha do lago (esta mais por superstição?). Ou seja: um gim artesanal brasileiro, sim, porém sem os excessos e os romantismos da cor local.

Hoje produzem uma criança de 42% de teor alcoólico. Já começam a fazer uma versão para o mercado estadunidense com 50%, que provei e aprovei.

A visita conduzida pelo João Mazza é genial. De quebra, provas e um delicioso gim tônica, com a tônica também produzida na casa. Digo, na casa-grande. Will wonders never cease?



Antigo alambique de cachaça (e as 3 seguintes)



O primeiro alambique de cobre projetado e fundido no Brasil