Não, não são os Delft, em Amsterdam facilmente encontráveis à venda, antigos ou fresquinhos. Refiro-me aqui a esses que descobri por acaso, andando principalmente pela parte sul da cidade, dispostos na entrada daqueles pequenos prédios vermeerianos, ladeando a porta. Já me dava por satisfeito com eles, alguns esmaltados, mas eis que depois vieram frisos art nouveau a que se seguiram ainda dois lindos painéis. Nestes, de quebra, a assinatura no canto inferior direito revelou o segredo: Distel. Trata-se da De Distel, fábrica de cerâmica fundada em 1895 e muito requisitada e premiada nos primeiros decênios do século XX. Em Distel desenvolveu-se a técnica carduus, por sua vez inspirada na corda seca. Um achado, um tesouro






















































