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Wednesday, March 25, 2020

Alguns (poucos) Grafites de Belém


Perde-se o timing e a postagem chega com seu atraso de oito meses, enfim, nada que uma quarentena não possa consertar.

Passeando pelas ruas centrais de Belém (ou seria periferia do centro?), após visitar a Feira do Açaí (aqui) e a caminho do magnífico Palacete Pinho, recolho estes quatro lindos grafites.

É muita beleza para uma só manhã. Não eram nem 8 horas.




Wednesday, February 05, 2020

Grafites do Chipre


Não vimos legião de grafite nas cidades cipriotas, mas o visto agradou, em especial o maravilhoso em Limassol: técnica mista, grafite e bordado sobre parede, sendo que o bordado também é grafite, pois 'se tá na parede é grafite', segundo o Rodrigo Fleck, grafiteiro e cervejeiro (aqui) de primeira

E só fui perceber o bordado numa segunda mirada, e então o susto bom

Limassol

Limasol

Limassol

Famagusta

Pafos

Pafos

Pafos
Pafos

Pafos

Tuesday, October 29, 2019

Um Ment para carinhosamente chamar de nosso



Coisa típica da mãe: uma vez ela ia jogar fora um relógio de cozinha, cafona azul em forma de frigideira, mas quando o colocou no lixo e ficou ouvindo o tique-taque, achou talvez que era como enterrar alguém vivo ou, mais brandamente, cometer eutanásia, coisa que jamais faria, daí retirou o velhinho azul (cafona) e o pendurou de volta (em forma de frigideira), onde bate até hoje neste mundo de aparências.

Lembrei delas -- da história e da mãe -- por ocasião de nossa mudança recente, que me causava imensa preguiça, porém não maior que o pesar ante a perda do grafite que o Ment fizera para o Dante em seu quarto (aqui). Que tristeza! Nem um ano!

Passei mensagem para o Ment, que imediatamente respondeu: "Nem preciso dizer que faremos outra pintura, mais legal que a atual", o que de uma vez derrubou desânimo, tristeza, preguiça.

Marcelo Ment, que vive exclusivamente do seu trabalho como artista, é felizmente um cara muito ocupado. E tem muita palavra. Preparamos a parede (mais bonita em sua cor bolo de cenoura), enviei-lhe as fotos para sua escolha, que recaiu numa deste ano tirada no Bob's da Praça XV, onde paramos para comer um sundae depois do passeio de 606 e VLT.

Dante vestia uma camisa laranja, de modo que tudo começou a dar certo: ele pensou em abrir a camisa, imiscuí-la à parede, infinita.

O resultado se vê nas fotos.

Com as latas na mão, Ment é como Chet Baker com o trompete, como um desses adolescentes americanos doidos por basquete e sua bola: não larga. Eu já achando a parada absurdamente linda e ele inquieto, mãos nervosas, acertando aqui, ajeitando ali, eu me remexendo de nervoso. Até hoje diz que vê as fotos e quer voltar para uns acertos. (Pode voltar, mas será para uma cerveja.)

Disse a ele que desta vez não queria me mudar tão cedo, para ficar tempo com este grafite lindo. Pampi, sem me ouvir, logo em seguida lhe disse que já não acharia mal nova mudança. Para ganhar outro grafite lindo. Nosso jeito de concordar nas coisas.

E o mais legal foi que desta vez o Dante curtiu muito, quis ficar perto, pediu que Marcelo lhe desse banho, que só pede para quem ele gosta e confia muito.

De qualquer modo, se numa dessas madrugadas cheias de sabiás e cigarras eu me encher de coragem e me mudar, sempre com eles, claro, para Milho Verde, esta parede ficará eterna, intacta suspensa no ar neste mundo de aparências. Como o beco do Manuel. E o relógio cafona da vovó do Dante.





















Monday, October 15, 2018

MAHLER nas paredes do metrô (ou quase)

Toronto

MAHLER GROOVES pichado na pilastra de um viaduto em Washington D.C. impressionou tanto um jovem que por ali passava todos os dias no ônibus da escola que ele cresceu e tornou-se respeitado crítico de música erudita. Foi só pelo grafite? Claro que não mas que Alex Rossi é mahleriano dos bons isso pode ser comprovado neste seu texto aqui para a New Yorker de 1995.


Todos sabemos do revival de Mahler nos EUA -- e de lá para o mundo -- no final dos anos 60 e começo dos 70. O curioso é que o grafite / pichação em questão era do final dos 70, bem no ano em que a disco music dava as caras.

Se a intenção do grafiteiro Zach Smith era chamar a atenção dos passantes para o atormentado compositor, bem.

Muitos anos depois, já estamos no século XXI, pichações semelhantes aparecem em Toronto, espero que no caminho de ônibus escolar.

Eu mesmo fiquei com ganas de fazer uma aqui no Grajaú, este bairro que vota fascista, mas enquanto não me vem a coragem, faço esta postagem.  


Toronto

Washington

Friday, October 12, 2018

Grafites da Paulicéia


Quando o papo reto é grafite, arte urbana, São Paulo pode aparecer tranquilamente entre as 10 cidades mais expressivas do planeta. E olha que a disputa é acirrada (e todos saímos ganhando) e isso sem necessariamente ir ao Beco do Batman (aqui).

Mais que necessário para uma cidade que vota cada vez pior.

A colheita daqui é basicamente toda em Pinheiros. Os galãs do roquenrol (Jim ganhou até estalinho!) estão no Centro.

Reencontrei a Panmela Castro, de quem já falei aqui, conheci a Grazie. O restaurante indiano é o Bawarchi.