Friday, May 15, 2015

O Vasco. Por aí

Morro da Conceição
Nada de fotos fáceis de dias de jogo. A ideia é captar o que se encontra por aí.

Icaraí

Bento Ribeiro

Grajaú

Grajaú

São Cristóvão

São Januário

Ipanema

Caju

Monday, May 11, 2015

InstaGrajaú 6



Faz uns três meses desde que postei a última da série. Ao tirar umas fotos hoje, percebo que já há material para mais uma...












Sunday, May 10, 2015

As Pedras Portuguesas do Antigo Zoológico

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Aqui no Antigo Zoológico nasceu o jogo do bicho, loteria tipicamente brasileira e ainda hoje relativamente fora do controle do Estado. Visando a aumentar os ganhos do seu parque, do qual era fundador e proprietário, o Barão de Drummond criou o jogo em 1892. Em sua chegada, o visitante escolhia um dentre 25 bichos, que eram então sorteados. Desconheço qual era o prêmio.

Salvo jogadores contumazes, ninguém sabe qual o número da borboleta, do porco ou do touro ou, inversamente, a qual bicho corresponde o número 6. Mas ninguém minimamente versado em linguagem popular desconhecerá que o veado é o número 24. 

Aliás, os bichos são listados numa ordem alfabética frouxa, em que o avestruz vem antes da águia, o burro precede a borboleta, e o veado, a vaca. 

A expressão "fazer uma vaquinha" também vem do jogo do bicho e está intimamente ligada ao C.R. Vasco da Gama, mas isso já é outra história.

O Antigo Zoológico está melhor do que já foi, mas continua merecendo maiores cuidados. O gradil da entrada pertencia ao campo de Santana que o perdeu por ocasião da abertura da Presidente Vargas. A reparar também nos belos paineis de pedras portuguesas na sua calçada. Isso é patrimônio.

s/n

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É muita falta de sacagem (de camarão) ou Pô, sacanagem com o camarão



Como este ano foi provavelmente o que mais acompanhei o festival Cumida di Buteco (e olha que comecei desconfiado, conforme relatei aqui), tendo visitado mais de dez botequins, de Oswaldo Cruz ao Humaitá, passando por Centro e Tijuca, entrei numas de fazer o meu próprio petisco. Cumpria, naturalmente, seguir a regra do uso da fruta. Cumpria também fazer um petisco, algo que mais despertasse a fome que a exterminasse.

Pensei então na sacanagem, famoso petisco carioca dos anos 60 e 70, que consiste num palitinho com azeitona, palmito, salsicha e queijo. Tem fama de brega, o que acho ótimo. A sacanagem do nome é que às vezes trocava-se o queijo por alho cru. Também atende pelo nome de mexe-mexe.

Um falecido botequim carioca, o Paulistinha, tinha uma sacanagem tão famosa quanto o seu chopp, um dos melhores da cidade.

Na minha sacanagem entraram azeitona, palmito, camarão e manga. Em alguns fizemos com naquinhos de melancia. Os palitos devidamente espetados no repolho coberto por papel laminado.

O nome do prato completo :: "É muita falta de sacanagem (de camarão)" ou "Pô, sacanagem com o camarão".


Friday, May 08, 2015

Futebol Império Ltda.

Vila Velha


Estive recentemente em Vila Velha, onde tinha tripla missão :: visitar o convento de Nossa Senhora da Penha, passear pelas praias e trazer uma camisa do Vilavelhense F.C., time pelo qual Túlio marcou seu 999º gol.

Amei o convento, foi delícia andar pelas areias com a Camila e acabou, nada de camisa. Frustrado sim, mas não de todo espantado. Afinal, neste ano mesmo Camila esteve NA SEDE do Galícia Futebol Clube, em Salvador e também voltou de mãos vazias.

No centro histórico de Vitória camelôs vendem Real Madri, Barcelona, Bayern, Chelsea e os grandes de Rio e São Paulo, com ênfase na dupla preferida da mídia, Flamengo e Corinthians. Nada de Vitória, Desportiva, Colatina, Serra! Nada de Vilavelhense F.C., time onde Tùlio esteve à beira de se igualar a Romário e Pelé!

Ouso dizer que o imperialismo no futebol nunca foi tão forte. Todos querem ser grandes, os maiores de todos. Claro que razões mercadológicas te fazem querer ser isso, mas não se percebe assim.

Na quarta-feira passada visitava um botequim em São Cristóvão quando me vieram avisar, por duas vezes, que o jogo já tinha começado. Que jogo? Ah, Barcelona X Bayern. Claro que gosto de ver futebol bem jogado e, aliás, adoro o Messi, gênio. Mas eu ainda estava literalmente de ressaca (a mistura de Itaipava em lata sem alcool quente com Laphroaig é dangerosíssima) pela conquista do Vasco no domingo! E pela Portuguesa Carioca no sábado! Então, por favor, deixa quieto aproveita e traz agora aquele caldinho de feijão.





Tuesday, May 05, 2015

Gozando Junto IIIIIIIIIIIIIIIIII ::: Na Torcida do Vasco



Claro, ainda na maré das comemorações, segue uma série de Gozando Junto (contem os pauzinhos!) com registros entre a torcida vascaína. Não se trata, no entanto, de tomadas da decisão de domingo passado, mas de um jogo contra o ABC, em novembro de 2014.














Sunday, May 03, 2015

Cogumelos com Ovos, Pintxo Basco




Quando rodou o mundo em busca do prato perfeito, fosse algo novo fosse algo já comido há anos como as ostras que lhe causaram a epifania e o desejo de se tornar chef, Anthony Bourdain parou, entre o Vietnã e a Rússia, no País Basco. Inevitável.

Embora tenha experimentado também a cozinha de Juan Mari Arzak, Bourdain mergulha no mundo da tradicional cozinha basca como o das confrarias exclusivamente masculinas (seu relato entre os cozinheiros cantores nacionalistas é divertidíssimo) e o das tapas, em euskera chamados de pintxos. Dentre os muito comidos, o de cogumelos com ovo::


Pouco depois me entregaram uma pungente porção de cogumelos variados, muito quentes, marrons, dourados, negros, amarelos, com uma única gema de ovo crua em cima. Depois de um brinde, meti o garfo naquilo, misturando a gema com os funghi e comi. Única descrição possível: já podia morrer.

Animados com o relato, tratamos de fazer algo do tipo, com cogumelos Paris frescos mas nada de gemas cruas. Acrescentamos torradas e assim celebramos o Dia do Trabalhador. Resultado muito bom, mas nada de morrer que hoje o Vasco joga.

Acompanhamento musical:  Ametsaren Bidea (1978), do Errobi, conforme descrevi aqui.




PS: Vasco / Basco, entenderam? Plé.

Friday, May 01, 2015

As Moquecas Capixabas, pequeno tour

Pirão


Postei fotos de Vitória e Vila Velha (aqui), escrevi acerca das panelas e paneleiras de Goiabeiras (aqui). Faltava a moqueca capixaba.

Tida como verdadeiro patrimônio cultual-gastronômico do Espírito Santo, a famosa moqueca capixaba, sem leite de coco e sem dendê, já recebeu da revista Gula o epíteto algo assim como a mais brasileira das comidas. Aquela história :: dadas latitudes e longitudes, do Oiapoque ao Chuí, não é pouco. Loucos por moquecas, não poderíamos fazer outra coisa em nossa curta estadia em Vitória senão comer moqueca todos os dias. Aliás, já se acorda pensando onde será a moqueca de hoje. Pois bem.

As moquecas são de fato deliciosas. Para meu paladar indiano, no entanto, só "batem" (gíria da comunidade cannabis, à qual não pertenço) depois de acertado o tempero, isto é, sal e pimenta caseira. Não são baratas e, para piorar, tampouco fartas. Uma moqueca para um pode deixar um homem com fome. Uma moqueca para dois pode alimentar um casal, mas dificilmente dois varões, principalmente porque estes já enxugaram algumas cervejas. Salvo quando o assunto é pênis, nunca centímetros aqui fizeram tanta diferença. Do camarão pequeno para o camarão médio para o camarão VG a diferença monetária quase chega aos dois dígitos.

Mas, no mais, quem converte não se diverte e quem fica medindo demais e contando preço dos ingredientes, tampouco. Vista o avental que vale como experiência e como prazer. Só não digo pantagruélico porque, como disse, as porções não são lá essas coisas de fartura.

Fomos ao Pirão, ao Papaguth e ao São Pedro. A gerente do São Pedro é irmã do Pirão, o que só prova que a moqueca capixaba é tradição familiar e que esses aí aprenderam muito bem. Ambos são espaços mais despojados, sendo que o São Pedro conserva geladeiras de madeira que são verdadeiras relíquias. Igual, nem no Bar Brasil. O Papaguth é mais descolado, é da Boa Lembrança, e a moqueca estava tão boa quanto.

Pirão (e as 3 seguintes)




Papaguth

São Pedro (até o final)