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Sunday, May 15, 2022

Alguns botequins da Feira de Honório Gurgel

Em postagem de sete anos atrás (aqui) fiz pequeno apanhado dos botequins dignos desse nome em Honório Gurgel, incluindo uma joia de azulejos enxaquetados na rara combinação roxo-amarelo. Chamava-se Lanchonete da Valéria e tenho eu hoje coragem de ver se continuam lá? Azulejos e Dona Valéria?

Não sei. Ontem fui pela primeira vez na feira que tem por lá aos sábados. Que feira. Me dissessem eu estava em Tacaratu, acreditava. Subindo e descendo a feira encontrei esses botecos

Gostei tanto do Bar da Amendoeira (tantos na cidade, mas melhor que Cantinho dos Amigos) que prometi farei meu aniversário lá. Um bolinho de feijoada daqueles a três reais. E na esquina das ruas Marapé com Jurubaíba. Como resistir? Melhor não

?
Bar da Amendoeira (e as 5 seguintes)






Bar da Cyntia (e a seguinte)





Wednesday, May 11, 2022

BUTECO VIVE II ~ COMIDA DI BUTECO 2022 II

Edinho do Caranguejo ~ Duque de Caxias

Ah, nesta parte 2 permitam-me lembrar que seria bom ter menos bolinho na edição do próximo ano. Bolinho é bom, tudo pode terminar em bolinho, ouvi isso do bicampeão David, do Chapéu Mangueira, que este ano veio com... bolinho.

E, em nossas longas peregrinações pelo Grande Rio, Rixa e eu encontramos um tesouro na figura de um velho botequim, relíquia daquela que amamos e com a qual sonhamos, perto do Edinho do Caranguejo, em Duque de Caxias, o Buteco do Raimundo. Não fazia parte do Festival, sequer serve comida.

Raimundo comprou o bar para beber com os amigos (havia dois ali). Só abre quando quer, fecha a hora que tiver vontade. Recebeu-nos bem e, tricolor doente, lembrava a final do Campeonato Carioca de 1971 entre Botafogo X Fluminense, que culminou com a vitória deste e a conversão do Rixa ao Botafogo, como se o jogo tivesse sido ontem.

Depois uma mosca deve ter-lhe picado e mudou de tom, lembrando-nos que era ex-sargento e tinha porte de armas e outras doçuras. Plé.

 

Tô Careca de Saber ~ Cachambi

Quintal do Stuart ~ Cachambi

Folia do Boi ~ Cachambi

Cachambeer ~ Cachambi

Empório do Bacalhau ~ Irajá

Boemia Social Clube ~ Vila da Penha    

Rei do Bacalhau ~ Encantado


Boteco Bendito Jamón ~ Vista Alegre

Boteco do Teixeira ~ Duque de Caxias

Cevina ~ Duque de Caxias

Cantim BH ~ Belo Horizonte

Carrancas Mercado ~ Montes Claros

Bar do Chacal ~ Montes Claros


E o botequim off the beaten track ::


BUTECO VIVE ~ Comida di Buteco 2022



Domingo passado marcou o fim (chuif) da edição de 2022 do Comida di Buteco, intitulado "Buteco Vive", de modo a celebrar a volta do festival. Em 2020 até teve um pouquinho, só por entregas, e ano passado teve também um retorno presencial, mas tudo dentro das possibilidades e da responsabilidade, não chegando aos números pantagruélicos da presente edição: 40 cidades, 730 participantes, pouco mais de uma centena só no Rio de Janeiro.

Tiquei 28, média nada má de quase um por dia. Pela primeira vez fui à Baixada: prestigiei os três de Duque de Caxias, mas não consegui visitar os de Nova Iguaçu. Pela primeira vez fui a duas outras cidades: Belo Horizonte e Montes Claros, onde, é claro, só comi os que tivessem pequi. Pela primeira vez levei o Dante comigo em alguns próximos, com resultados nem sempre ótimos, mas valeu muito a tentativa.

Para além do Dante, tive a companhia frequente do Rixa, botecólogo e nilton-bravólogo de primeira, que, parece, quebrou seu récorde, visitando a ninharia de 68.

Se a sanidade e a civilidade prevalecerem nas eleições deste ano, fizemos a promessa de que em 2023 faremos TODOS os botecos participantes do Rio. Aliás, imagino alguém tentando fazer todos os do Brasil, mas isso seria romance do Georges Perec.

Das avaliações: me senti preso no 8. Tá gostoso, bem gostoso...8! Como sempre, valorizei a originalidade, o que me impediu de dar um 10 para o.... risoto do Salete, o seu prato tradicional. O Cachambeer também teve um pouco de preguiça e surfou na sua especialidade, a costela. Mas eu dei 10, por motivos que respondo a quem perguntar. E 10 pro Folia de Boi e 10 pro Boemia Social Clube. E 10 pro Enchendo Linguiça, sempre original, porque fazer um petisco de casca de pizza chamado "Porras de Linguiça" não é brinquedo, não.

 

Bar do Mariano ~ Grajaú

idem

Bar du Barão ~ Grajaú

Bar Santo Remédio ~ Grajaú

idem

 
Bar do Raoni ~ Grajaú

Enchendo Linguiça ~ Grajaú

Em Nome do Pai e do Filho

Em Nome do Pai e do Filho ~ Andaraí


Bar Bobô ~ Méier

Empório Quintana ~ Benfica

Dom Pedro ~ Benfica

Zinho ~ Benfica

Pescados na Brasa ~ Riachuelo

Costelas ~ Praça da Bandeira

Noo ~ Praça da Bandeira

Salete ~ Tijuca


Saturday, October 24, 2020

Café e Bar Primazia, Ramos

Tímida e cautelosamente, nestes tempos ainda pandêmicos, fiz pequeno giro etnográfico em Ramos, já com objetivo preciso: Café e Bar Primazia, na Rua Operário Fortes, onde, segundo informação do blogue O Rio que o Rio não vê, haveria belas pinturas.

Com efeito, não fosse a ótima dica, nunca teria chegado a elas, uma vez que o "café e bar" passou por uma reforma descaracterizadora para transformar-se num restaurante a quilo anódino. Ou seja, numa andança típica -- e já fiz várias pelo bairro de Ramos -- eu jamais teria entrado.

Critiquei a reforma, mas fique o sincero elogio: ao menos mantiveram as pinturas: arte naïf em estado bruto, com imagens bucólicas e nostálgicas: a moça e seu cântaro, o bom gaúcho, sereias, naus portuguesas, ninfas e crianças.

Vê-se em dois lugares a assinatura de um Castelão. Segundo o blogue citado, trata-se do artista português Cesar Augusto Castelão, nascido em 1922. Julgo enxergar o número 70 debaixo de uma delas.

Pela quantidade, lembram as dos Façanha, no hoje fechado Tâmega, bem como as do Souto, em Quintino.

Um verdadeiro patrimônio do subúrbio que, a exemplo de alguns Nilton Bravos, deveria ser tombado e  preservado a todo custo