
Monday, August 10, 2009
Feliz Dia dos Pães!


Saturday, August 08, 2009
Monday, August 03, 2009
Vídeo Exclusivo sobre as Duas Posições acerca do Sono dos Bebês
O vídeo é autoexplicativo. Irei concorrer com ele no Festival do Minuto, na seção Besteirol hors-concours.
Cast:
Defensora da Posição Silenciosa - Lívia Maria
Defensora da Posição Franciscana - Francisca Maria
Câmera - Igor José
Ajudantes no shshshshshsh - Kátia Maria, Lourdes Maria, Igor José e Isolda Maria.
Argumento - Doravne Suli.
Patrocínio - Casa Lidador; José Sarney.
Friday, July 31, 2009
Árvore azul, cachorro amarelo, gato cinza

Tuesday, July 28, 2009
7 meses, 70 centímetros
Mas, e quando ele tiver 8 meses? Terá 80 centímetros? E 90 cm aos 9 meses? Um metro, creio, com 10 meses? E metro e 20 com 1 aninho?
Não riam, a situação é preocupante: aos 2 anos Dante poderá estar medindo 2 metros e 40 centímetros, pouco mais alto que o pivô da seleção de basquete da Geórgia.
Preocupado, fui pesquisar camas (não se pode falar em berços) nas Casas Bahia, mas eles só têm tamanho até 2 metros.
A culpa será, porventura, do chá de bambu que andamos ministrando em doses cavalares. O chá de bambu (漢字/汉字) é ancestral receita chinesa da província de Huhan ( 許慎/许慎). O tratamento bambuesco já foi interrrompido (周禮/周礼).
Friday, July 24, 2009
MEDICINA $.A.

Estou terminado o romance Perturbação, de Thomas Bernhard, obra dura (e maravilhosa) que faz jus ao título. Na página 179, encontro este trecho que se coaduna com o que eu desejava escrever. São palavras do príncipe Saurau: “E ainda hoje creio que os médicos são sempre os homens mais afastados da natureza humana, os que menos conhecem a natureza humana.”
A medicina é uma “ciência” falida, uma prática mercantilista, um espaço em que a incomunicabilidade entre os seres humanos e a indiferença, quando não desprezo, pelo Outro se fazem notar de maneira clara. Óbvio que há exceções, a provar a regra.
Dante teve já o dissabor de conhecer alguns desses desprezíveis profissionais, legião é seu nome, ainda que tenha também contato com os de outra estirpe. Segue um breve resumo de alguns desses médicos.
DRA. RAIZ
A doutora Raiz é uma boa pediatra. Boa para gripes e resfriados. Quando a coisa aperta, Dra. Raiz repete que é tudo “ansiedade materna”. Brilhante, não? Quando Dante teve em seu consultório uma série de espasmos, Dra. Raiz ficou repetindo que isso era ansiedade materna, ou seja, meu filho tem espasmos porque a mãe está ansiosa! Talvez pudesse ser tragicômico, mas é apenas trágico. Quando solicito que ela examine os olhinhos do Dante (durante a crise), ela sequer se levanta! Pede que a Bia o leve no colo para ela! Ah, Dra. Raiz, se isso não foi negligência e arrogância, já não sei o que serão arrogância e negligência...
DRA. ILCEBERG
Doutora Ilceberg é neuropediatra. Neu-ro-pe-di-a-tra. Se toda especialidade médica é importante (ou deveria ser), o que não dizer desta? Dra. Ilceberg, seu nome já diz tudo, ou quase. Esta é capaz de revelar os prognósticos mais terríveis do seu filho como se estivesse relatando as compras que fez no shopping: “Comprei um casaco azul, depois umas botas, porque agora o tempo está esfriando, né?” Dra. Ilceberg talvez precise ser lembrada que do outro lado de sua mesa existem pessoas que amam o seu filho e que poderiam receber tais “notícias” de uma maneira mais suave, amiga, amorosa. Não me venham com “realismo”. É falta de humanidade mesmo.
DR. COME-QUIETO
O Dr. Come-Quieto é esperto, foi direto para o filão rico da medicina: os exames de laboratório, é dono de um deles. É direito dele, bem sei, eu também gostaria de ser rico, mas esse aí só com faturamento está interessado. E aí, faturando os tubos, Dr. Come-Quieto se esquece, ou finge esquecer, que também é médico e age como técnico de laboratório. Dr. Come-Quieto é tecnicista. E assim, de vozinha melíflua e babosa, entrega-lhe os resultados dos exames como se entregasse um folheto na rua COMPRO OURO, mesmo sabendo o resultado do exame, mesmo sabendo das imensas esperanças (baldadas!) depositadas naquele exame. Eu disse “entrega”? Não, Come-Quieto não entrega nada, manda as recepcionistas entregarem, muito ocupado que está com os outros exames a serem feitos. COMPRO OURO E CAUTELAS. Se, porém, sua presença é solicitada, ele vem aporrinhado, e fica repetindo, como se fôramos idiotas, que seu papel ali não é o de prescrever tratamento blablablá. Outro exemplo claro de indiferença ao sofrimento dos seus pacientes.
Que a terra lhes seja leve. Com o Corcovado por cima e o Pão-de-Açúcar de quebra.
A Entrevista Exclusiva
Pensando naqueles que não conhecem a linguagem dos bebês ou que já dela se esqueceu (embora essa linguagem seja um idioleto, ou seja, ter conhecido a de um bebê não significa que você vá entender a de outro), traduzo aqui, com exclusividade, a entrevista exclusiva do meu neném exclusivo.
Vou logo avisando que, yes!, fiz aquela pergunta fatídica e odiosa -- "Você gosta mais do papai ou da mamãe?".
Trechos:
E: Dantuca, meu besourinho do céu, agora que você completou sete meses, diga: O que você mais gosta de fazer?
D: Papai, meu papaizinho peludinho, o que mais gosto é de ficar, tão logo acordo, na cama grande de vocês dois. Mas ficar de barriga pra cima! Quando começam com essa história de vira pra cá vira pra lá vira desvira, vocês cansam!
E: Tá bom, Dantinho, obrigado pela sinceridade, agora diga: O que você não gosta de fazer?
D: Ah, ainda bem que você perguntou isso: detesto quando vocês ficam tentando me fazer dormir e eu não quero dormir. Responda: alguém força você a dormir, papai?
E: Er, Dante, quem faz as perguntas aqui hoje sou eu... Diga: Você gosta muito de passear?
D: De táxi, adoro! De carrinho gosto também, embora essas calçadas esburacadas e cocozadas me estressem um pouco.
E: Qual sua comida preferida?
D: Tototó!
E: E sua bebida?
D: Aquele leite que saía do peito da mamãe eu tô enjoando um pouco.... Gosto de leite de mamadeira e de suquinho de laranja. Não sou muito fã de água, ô coisa sem graça.
E: E sua música?
D: Ih, papai, que difícil. Acho que é a do tataré, a da casinha torta, das mãozinhas que conversam, mas de preferência na voz da mamãe, que é mais afinada. Falando em mamãe, conta pra ela que já enjoei daquelas do Pink Floyd for Babies.... De CD, adoro Tudor Lodge, a trilha-sonora do Benjamin Button (triste!) e Andrew Bird, porque ele assobia!
E: Você gosta de receber visitas?
D: Adoro, de preferência depois das 3.
E: E da Isolda você gosta?
D: Isolda?
Thursday, July 23, 2009
Sete é conta de mentiroso!
This is just to say
to keep the blog
as it deserves
to be kept
but here we'
re
back!
delicious
so sweet
so cool
Saturday, June 20, 2009
Vô

É meio caminhandado
Mas parece mentira, o tempo voou.
Parabéns, Dantuca!
Saturday, June 13, 2009
A melhor coisa do mundo

Tuesday, June 09, 2009
O Dente do Dante

Saturday, June 06, 2009
(Escreveram) um poema para o Dante
que ora reproduzo:
O ÉDEN DE DANTE
Da casa, o menino via a rua.
Algo naquele todo gerava toda aquela música.
Ele sabia que seus pais sentiamo perfume, então nada falou.
O silêncio doce expressou sua alegria.
Na sua idade, o menino existia intenso.
Lindo, como um personagem encantado.
Seus pais escreviam um poema conjunto
E ele é menino: música e perfume.
O gosto da tarde molha seus sentidos
E a delícia da existência inunda-lhe de Pink Floyd.
O menino tateia seus versosE se faz obra-prima, a cada dia.
O éden além-baía mal saciasua pressa de vento.
Calma, menino!
Olha a rua com mais calma,divague mais nas suas fantasias
Pra depois montar no seu cavalo
e sair pra explorar a tarde.
(Seu blog: http://giubileeline.blogspot.com/)
Adoração dos Reis Magos

Saturday, May 30, 2009
Bem, neste exato momento já não quero mais. O post seria sobre a medicação, o tratamento do Dante mas acabei de descobrir que não quero escrever aqui sobre isso... Aos que perguntaram, mandarei respostas individuais, ainda que, neste caso, falar me seja imensamente menos doloroso que escrever.
Wednesday, May 27, 2009
Navegar em Nava

O Nava ficou pequenininho, perto do seu amado relógio da Glória, onde escolheu, aliás, despedir-se desta porca vida, como diria ele.
Como gosto de Pedro Nava, um dos meus escritores de todos os tempos. Foi no final de meu mestrado, 97-98, que pus tudo de lado para mergulhar, encharcar-me de Nava. Jamais me esquecerei das manhãs e tardes passadas no sofá da sala da Paulo Alves devorando Balão Cativo, Chão de Ferro, Baú de Ossos, Beira-Mar, Galo-das-Trevas e O Círio Perfeito. No fim deste, eu já estava tão obcecado que o sonhei em minha sala a dizer-me soturnamente: "EU SOU O COMENDADOR". Quem leu o "Círio" entenderá. Aí um dia peguei um ônibus e enfiei-me na Usina disposto a descobrir onde ficava o famoso "Bar das Rolas" e sua cascata. Descobri-o fechado, suspenso, intacto no ar.
Por que isso tudo? Uma amiga pediu-me uma epígrafe para sua dissertação sobre polidez. Quem trata de polidez, de palavrões fala. E lembrei-me que mestre Nava tem umas tiradas memoráveis sobre palavrões, dizendo que são o tempero da língua etc. Bem, vasculhei, escaniei dois volumes e nada descobri. Mas descobri isto daqui, que ora reproduzo. Ou seja, o homem que urrava sem pudor "FODAM-SE SUAS BESTAS!", era também de um lirismo extremo. Este o trecho, vejam como evoca o cummings citado logo abaixo:
"(...) feita como era daquele material perecível, precioso, frágil, sem compatibilidade com o da vida -- o material absurdo dos seus olhos, da sua pele, do seu corpo e sobretudo da seda miraculosa de seus cabelos raios de luz onda do mar." (Balão Cativo, p. 108)
Roubo, já modificando, essas linhas para o Dante: "o material absurdo dos seus olhos, da suas mãos".



