
Sim, acho que a imagem já é conhecida por quem visita este blog...
Mas esta é a versão unplugged, feita pela Nina, para quem Dante manda um cheiro babado, uma manhã crocante, um pão-de-ló e uns versinhos:
Nina,
menina,
me nina?




Ontem foi dia Dani aqui em casa. Ela chega quietinha, sempre atrasada, sempre com surpresas na mochila. As de ontem: cupcakes tão bonitos que agora faz, e mala e cuia para preparar um bocado de tapiocas. Do nada vem a pergunta da cozinha: "Vocês têm polvilho doce?". Danoca, nem doce nem salgado, não pega a gente assim de improviso se o assunto é culinária.




Drummond quem pediu. Que não rimássemos a palavra "sono" com a incorrespondente palavra "outono". Concordo. E agora que o sol é já ligeiramente mais ameno (sim, o outono exite mesmo em Niterói), rimo outono com piscina, para onde segue a família manhã cedinho.
Esqueci como se diz "Feliz Aniversário" em gatês, meu dicionário gattese-italiano está no quarto do Tutuca, que por ora dorme, então vamos de miau mesmo para o título deste post.

Embora o poema possa ser lido numa clave muito séria, à la Roberto Schwarz, como exemplificação do jeitinho e do compadrio brasileiros, prefiro, por ora, ficar com a leitura mais chã mesmo, a do carinho e do amor daqueles Irenes boas e sempre de bom humor. Daquelas Irenes incansáveis que, mesmo na dor, vestem sorrisos e irradiam carinhos. Esta Irene brasileira é a Dilsey do Faulkner, que se mantém de pé, invencível, em meio ao caos da aristocracia decadente e escravocrata do Sul.
E houve quem chamasse Faulkner de racista... Terão chamado Bandeira de racista também? Ora, ora, give me a break...
Um beijo pra Lúcia, vozinha querida do Dante.
Aliás, este ano, pela vez primeira, tenho uma aluna de nome Irene! É tão bom! Porque sempre que a vejo, sempre na hora da chamada, recito o poema! Um beijo pra ela também.
PS: Lúcia querida, as fotos estão borradas de hipopótamo, digo, de propósito. Ah, você já está há tantos anos aqui em casa que já deve ter se acostumado com essas maluquices.
