Monday, August 07, 2017

Crônicas Siamesas III ::: As Janelas dos Templos



Encontrei uma mulher que disse, Estou indo ao reino de Sião. Perguntei-lhe o que ia fazer lá, ela respondeu-me que queria ver janelas, as janelas dos templos.

Achei-a meio doida. E fiquei com aquilo na cabeça.

Hoje entendo-a perfeitamente.

Não peçam, por ora, que eu identifique todos os wats, ainda de ressaca que estou.

PS: nem tudo é janela de templo. tem mesmo uma que lembra casa ancestral goesa, como pode-se ver aqui.























Sunday, August 06, 2017

En Attendant Magma



É isso? Para este segundo semestre de 2017 temos The Who, Paul e Magma? Desculpem se soar piegas, mas... coração aguenta?

Reescutando aqui o primeirão, de 1970. Quem estreia com disco duplo? O Magma. A morte de John Coltrane deixou Christian Vander tão alucinado que o cara começou a se drogar loucamente. Eram os anos também. Era Vander também, que nem vinte anos tinha. Aí ele decidiu se salvar e fazer algo pelo Coltrane: criou o Magma. O bom desse primeiro trabalho é o bom de muitos primeiros trabalhos: a indecisão, a falta de estilo. Chocaram. Foram até acusados de fascistas (!). Criaram uma língua, o Kobaïan, e uma linguagem, o zeuhl. Aliás, zeuhl significa celestial, divino, em Kobaïan. E era só o começo.

Não sei bem onde estarei amanhã ou depois. Sei que estarei com Pampi e Dante. E sei que em 26 de novembro estarei em São Paulo para assistir ao Magma.

PS: Pena não achei minha camisa para compor a foto, já vestida em tantos show de prog...


Crônicas Siamesas II ::: A Cena Artesanal Tailandesa



Fui assinante da Beer Connoisseur por um ou dois anos e não me esqueço de que o primeiro exemplar, para além de chegar com uma camisa de brinde, tratava da cena artesanal tailandesa. Na hora não dei muita trela, achando, eu e a torcida do Bonsucesso, que se tratava unicamente de um exotismo.

Não sabia que quase dez anos depois eu pisaria no antigo Reino de Sião. Só para comprovar, dentre outras muitíssimas coisas, que a cena cervejeira artesanal na Tailândia segue o padrão do resto do mundo, isto é, vai muito bem.

Se na superfície, aqui também seguindo resto do planeta, temos as onipresentes pilsens das grandes cervejarias, aqui principalmente a Chang, a Singha e a Leo (todas honestas, em muito superiores às da Ambev), há um vibrante movimento das micros visando a fugir da mesmice. Se pensarmos na rica e maravilhosa culinária do país, vemos que é hora mesmo de inventar ales capazes de harmonizar com a explosão de sabores e aromas dos temperos e especiarias. Afinal, o que melhor para acompanhar o seu pad thai puxado na galanga, no curry e no anis?!

Notas de degustação: a cena existe, sim, e foi maravilhoso visitar pubs especializados nas artesanais. No entanto, verdade seja, nenhuma bateu-me como verdadeiramente excepcional. A que mais chegou perto disso foi a IPA da Wizard, da qual, inclusive, trouxe copo para a coleção. Tesouro.

Pilsen honesta com o pad thai

Pilsen correta com o camarão envolto em noodles

Pilsen precisa na Khao San Load



Maga



Cigana no mercado de rua

Pub em Bangkok

Japas

Famosa de manga na Peeps
Em Chiang Mai

Reparem que falta carbonatação

Pub em Chiang Mai

O aviso diz: CHANG SINGHA LEO FREE ZONE!

Experimentei uma cambojana também



Saturday, August 05, 2017

Crônicas Siamesas I :: É Proibido Entrar com Durião

Placa no Metrô de Bangkok


Não deixa de ser contraditório que o durião, conhecido como o rei das frutas, seja proibido em hotéis e em transportes públicos. Isso mesmo: proibido, com a plaquinha ao lado da de proibido fumar.

Cultivado (e amado) por todo o Sudeste Asiático, o durião nunca é colhido: espera-se que amadureça completamente e então caia sobre a folhagem. Se sua fama parece mais vir de seu notório aroma (há quem compare com carne podre), seria injusto deixar de mencionar que sua polpa é consumida de variadas maneiras, de picolés (chupei) a panquecas (comi). A propósito: trouxe um monte de durião com chocolate para presentear.

Onipresente na Tailândia.

Amei. A começar pelo cheiro.





Elevador de Hotel

Recepção de Hotel

Friday, August 04, 2017

O livrinho em amárico da coleção do Dante



Faltava-nos livrinho em amárico, agora já não falta. O amárico (não confundir com o aramaico, aquela do Jesus) é a língua oficial da Etiópia, país tão velho quanto fascinante. Tem alfabeto próprio, o Ge'ez, que, ao contrário do latino, é um abugida, isto é, cada unidade é a união de uma consoante com uma vogal. É lindo, lindo, Pampi e eu não conseguimos deixar de ver nele bonequinhos dançando.

Faltava-nos livrinho em amárico, agora temos dois: o típico da coleção conta a história de um ratinho. O outro, mais típico do país, é bilíngue e conta nada menos que a história da Rainha de Sabá, que há muito tempo foi ter com Salomão. Foi carregada de presentes, voltou com outros tantos, dois particularmente especiais.