Sunday, April 12, 2009

Feliz Páscoa! E Mãescoa também!


Dantuca estava muito excitado com essa história de coelhinho. Assim, tendo deitado bem cedo no sábado (por volta das... 5 da tarde!), acordou logo às 9 e depois às 11 e depois à 1 e depois às 3:50. Sempre perguntado pelo roedorzinho. Sua insistência não foi em vão. Não é que o coelhinho passou por aqui mesmo? Bem que ouvi uns miados diferentes da Isolda por volta das 4:30. Dante ganhou um ovão e um ovinho. E um coelhinho recheado. Ele não poderá comê-los porque, pobrecillo, está de dieta. A mãe também está. A gata anda para doces (mas deve ter tentado morder o coelho), de modo que esse chocolate sobrou para... sobrou para...

Friday, April 10, 2009

Decibéis nem sempre descem bem

Em virtude (virtude?!?!?!) do refluxo oculto e das cólicas, Dantuca tem chorado. O choro de um bebê pode chegar a 90 decibéis. Isso pode levar Dantuca para o xadrez. Como meu ronco também não fica muito atrás, pode ser que eu faça companhia a ele no xilindró. E esta casa aqui ficaria inteirinha para as mulheres: Lica, Isolda, Lúcia.
No entanto, como temos ambos o tar do curso superior, é possível que não seja desta vez ainda a vitória feminina. Elas não podem levar isso assim tão fácil...

Monday, April 06, 2009

Wrote Dante a poem



WROTE DANTE A POEM

It’s 3 o’ clock, we’re rocking the chair
In the night that is pitch black.
Purring a sweet sleep of dreams,
Mum sleeps and so does the cat.

Though the night is crisp and still
A bird cries out in the dark.
Never had I thought I could love so much
As a rivulet of love outflows from my heart.


(Se acharem os versos ruinzinhos -- o que verdadeiramente são --, curtam ao menos a ilustração feita pela minha aluna Cora... Thx, Cora!)

Thursday, March 19, 2009

Viva São José!


Hoje é dia de São José. Hoje Dantuca completa 3 meses. 3 meses são 25% de 1 ano. Eu sou um ateu convicto. Ando p. com a Igeja. Eu sou devoto de São José.


Wednesday, March 04, 2009


Todos sabemos como, do Zimbábue à Suécia, as mulheres sofrem com a dupla jornada de trabalho.
A foto acima ilustra bem esta dolorosa dupla jornada: depois de dar aulas naquelas saunas lá do colégio, chego em casa para cuidar do Dantuca (o que é maravihoso), da Isolda (o que é sensacional) e da lactante (o que é inenarrável). Na foto, dou canjica à Bia, enquanto ela amamenta nosso patifinho. Aliás, vejam a cara dele: parece assustado!

Ateiam fogo no arrondissement


O post enjoadinho, logo abaixo, dediquei-o à Soraya e suas duas lindas filhotas. É sempre uma delícia visitar as anjinhas, seja na Gávea, seja em Paris.


Thursday, February 26, 2009

Haja babadouro


Fotozinha ordinária: um pai dando mamadeira pro filho. Pero reparai que o pai também veste babador.

Post enjoadinho


Já recorri ao Vinícius, quando parafraseei sua "Elegia Triste" e disse que Dante tinha olhos como besourinhos do céu.
Ao Vinícius retorno, e é impossível não o fazer, já que há anos, muitos anos, muitos anos, carrego este poema comigo. Cheguei a declamá-lo a uma amiga paulista que eu conhecera no Vale do Pavão, quando ela teve um filho. E isso, meus amigos, foi em 1986.

Agora chegou a vez de declamá-lo para mim.

Poema Enjoadinho


"Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
(...)
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!"
ps: este post é dedicado à minha amiga Soraya, cujas duas filhas lindas chupam gilete, bebem shampoo e ateiam fogo no arrondissement.

Sunday, February 22, 2009

G.R.E.S. FAMÉLICOS DA ZÉ PEREIRA


Fundamos hoje, pouco antes do meio-dia, o bloco do Dante e da Isolda: Famélicos da Zé Pereira. Explico.
Isolda amou essa história de a gente acordar de madrugada para cuidar do Dante: empina o rabo e manda a miada. Ou seja, pede comida a noite inteira, basta perceber que estamos de pé. Às vezes dá peninha, ela mal abre os zoião (eu também!), mas lá está, quase como o corvo de Poe, a pedir comida.
Bem, e o Dante? Dantuca mama no peito, na mamadeira e, nos intervalos, come as mãos. Daí o bloco.
Já escrevi o estribilho do samba-enredo:
"Comer é o melhor remédio
Dizem o mocinho e a garota
Porque a vida é um imenso tédio
Entre uma refeição e outra."
Para facilitar: o samba-enredo deverá ser cantado no mesmo ritmo do samba-enredo de 1965 do Paraíso do Tuiuti.

Friday, February 20, 2009

Tagore

Rabrindanath Tagore escreveu:
"Na praia do mar de mundos sem fim, crianças brincam."

Dante já brinca? Por vezes achamos que sim. Mas ele é tão pequititinho. Mas não são mar de mundos sem fim?

Tuesday, February 17, 2009

Dantagruel

Quando bebê, o pequeno Pantagruel, filho do Gargântua, precisava do leite de 4.700 vacas. Por mamada.
Dantinho está seguindo pelo mesmo caminho. Depois que passamos a dar mamadeira (a princípio à nossa revelia, hoje à nossa alegria), Dante ataca (nhoc-nhoc) os peitos da mãe para depois "complementar" com a mamadeira do pai! E vai o pai tirar gentilmente a mamadeira (para evitar engasgos, golfadas, coisas assim) do petiz para ver o que acontece!

Primeiro passeio!




Claro que Dantuca já saíra de casa. Mas para ir ao médico e tomar vacina, então esses não contam. E estava sempre chovendo. Mas passeio, passeio mesmo, o primeiro foi hoje, registrem a data, joguem no bicho: 17/02/09, a dois dias de seu aniversário de dois meses.

Aliás, esta semana pré-carnavalesca está dando samba para o Dantuca, a começar por outro "primeiro". Agora que já pesa mais de 4 quilos, Dante deixou de usar fralda P e passou a usar fralda M. M de mocinho.

E o passeio? Foi bom, ele com seu bonezinho de James Dean chorou no começo, mas assim que dobramos a esquina, embarcou num sonão, dormindo o passeio todo. Depois, em casa, tomou banhou, mamou no peito, mamou na mamadeira e... voltou a dormir! Quase 3 horas! Isso, a essa hora, nunca tinha acontecido na história deste país!

Ah, e passear por estas nossas calçadas maravilhosas é como fazer motocross! Rally do sertão! E o sertão, o senhor mire e veja, está em toda a parte!

Sunday, February 15, 2009

Diálogo com Vinícius de Moraes



Meu neném é tão bonito, tem olhos como besourinhos do céu
Tem olhos como estrelinhas que estão sempre balbuciando aos passarinhos…
É tão botininho! Tem um cabelo fino, uma barriga de menino e um soluço traquino.
E é o meu neném…
Fica sério como um homenzinho, de repente se desfaz em sorrisos.
Tem um chorinho concentrado e dá a impressão que está entrando por uma nuvem adentro…Meu Deus, eu quero brincar com ele, correr atrás do gatinho, jogar peek-a-boo
Rir e num átimo morder a barriga dele e sair correndo
E ficar de longe espiando-lhe a zanga, meio vexado, meio sem saber o que faça…
O meu neném é muito culto, ouve concertos para violino, espia a lombada dos livros, toma banho ao som de Tudor Lodge.
Ele faz coleção de livrinhos em línguas diferentes, acorda bem cedo e berra para mamar.
E nunca se esquece que é o menininho deste pai.
Se eu lhe perguntar: Jujuco, quer ir pra Índia comigo, ou ao Uzbequistão? Ela dirá: Quero se mamãe for!
É doce! Gosta muito da mamãe e do papai e sabe dizer sem lágrimas:
Vou sentir tantas saudades quando você sair para trabalhar…
É um nosso senhorzinho, é uma pastorzinho, é uma coisa!
Que me faz chorar na rua, dançar no quarto, ter vontade de me reinventar e de ser presidente da república.
É bobo, ele! Tudo faz, tudo sabe, é lindo, ó anjinho de Domremy!
Dêem-lhe uma espada, constrói um reino; dêem-lhe uma fominha, faz um choro, dêem-lhe uma fralda, faz um cocozão, dêem-lhe razão, faz uma briga…!
E do pai que Deus lhe deu, eu, filho pródigo, poeta cheio de erros, ele fez um eterno perdido…

Tuesday, February 10, 2009

Você tem problemas?


Se você tem problemas, fale com o Dante: ele tem soluções. Principalmente durante a troca de fraldas. Se for depois da mamada, então, é batata: soluções. Sabem aquela simpatia de colocar na testinha um pedacinho de papel? É muito interessante, simpática mesmo, ontem até vi um neném passeando assim na rua, de papel na testa. Muito simpática a prática, mas não adianta nada. Os soluções só terão termo se o Dantuca voltar para o peito. Um quê de chantagem aí, percebem?
Pois é claro, quem manda é o bebê, como já muito bem evidenciara o Trio Nagô, no ano em que o América foi campeão carioca pela última vez.

Sua Majestade, o neném

Silêncio.
Ele está dormindo
Vejam como é lindo
Sua majestade, o neném.

A casa já tem novo dono
Novo rei no trono
Sua majestade, o neném.

Parece com papai
Com a mamãe também
Parece com a vovó
Não. Não parece com ninguém
Ele, é ele só.
Sua majestade, o neném.

Thursday, February 05, 2009

Promessas


Fiz promessas por aqui que continuam descumpridas: escrever sobre meu TOP 5 da música infantil, falar das minhas leituras de férias, pós-Dante. Agora, então, que o trabalho começa com tudo, é que não as cumprirei mesmo. Bobage! Falta de tempo é a desculpa mais gasta e cansativa. Assim, é claro que cumprirei as promessas (promessa é dívida!, mas e se eu for a favor do calote?).

Porque será um prazer falar de Dostoiévski, James Joyce, Cesare Pavese, Dino Buzzati, Amós Oz, Ian McEwan, Joseph Roth, Dylan Thomas. Caray, só de enumerar os nomes já me vem à lembrança o momento em que os li. O Amós, por exemplo, foi o que levei para o hospital. O Dino foi o do Natal, o McEwan foi o das tardes chuvosas de janeiro...

1 Dante, 2 Dantes, 3 Dantes



Não me enganando (something that happens more often than not), apenas duas pessoas pensaram que o nome do mocinho era por causa do... jogador de vôlei! Apenas duas, menos mal, né?

Dante é Dante porque gostamos de Dante.

Gostamos também do Alighieri, o poeta toscano corajoso de Florença, cidade com que ele manteve uma relação de amor e ódio.

E há também o Milano, poeta brasileiro pouco conhecido (qual poeta brasileiro é muito conhecido?), que escreveu:


"Eu sou o que fui e o que quis ser.
Já fiz o que me resta por fazer,
E bem no fundo de meu ser obscuro
Lembro-me antigamente do futuro..."

Sunday, February 01, 2009

O meu primata sorri


Quando falei pro Zé (segunda vez que ele é citado neste blog, a primeira foi há mais de 2 anos, em um post sobre as cervejas de Goa; em que pese esta honra, de ser duas vezes citado neste blog, o Zé, que mora no mesmo bairro e está de férias, não veio ainda ver o Dante!), enfim, quando falei pro Zé que o Dante tinha sorrido pra mim (pela primeira vez no dia 13/01/09, por volta das 18:37), ele (o Zé, não o Dante, que já sorri mas ainda não fala) falou que era normal os primatas sorrirem por saberem que assim agradam às mães!
Genial, né? Chamou o Dante de macaco e, voltando ao post anterior, só se fala de mãe pra cá, mãe pra lá, acaso não sorrirão os primatinhas para agradarem aos pais? Mormente se o pai for peludo tal qual um macaco?
O que importa é que o Dante já sorri. A primeira vez que ele sorriu eu chorei. Serão as antíteses da vida.
(Chorarão os macacões? E as macaconas?)

Tuesday, January 27, 2009

Das Trocas de Fraldas e Ajudas



A já terceira pediatra do Dante foi muito gentil e deu-nos um saquinho com amostras grátis de alguns remédios. Neste saquinho havia dois livretinhos, um sobre amamentação e outro sobre troca de fraldas. Este último começa assim: "Parabéns, mamãe!" E depois prossegue "Para ajudá-la nos momentos de higiene do seu bebê blablablá". Ou seja, pai não troca fralda! Esta pediatra, aliás, depois de examinar o mocinho pormenorizadamente, disse: "Senta aqui, mãe, para eu blablablá". E pôs-se a falar apenas com a Bia. Pai, creio, não se interessa mesmo, ou então só vai ao consultório pra fazer o trabalho sujo, chamar o táxi, segurar o guarda-chuva, trocar fralda, não, trocar fralda, não!
Como diria meu querido e para sempre orientador José Carlos, "é muito interessante". Passadas mais de duas décadas que o pai desceu para a pracinha com o carrinho, o discurso do recém-nascido é ainda todo ele dirigido às mulheres.

E quando perguntam "E / Mas o Evandro ajuda?" Ai, ai, sigh... Como assim, ajuda? Imaginemos que você esteja às voltas com uma tradução ou precise de uma revisão no seu texto... Aí eu vou lá e... ajudo. Sim, não era obrigação minha, ajudei porque quis. Aliás, não faz sentido exigir ajuda, faz? Exige-se obrigação. Mas, então, faz sentido perguntar se o pai... ajuda? Dá vontade de dizer: "Claro que não. Não faço mais que a obrigação." Peraí, obrigação? Mas essa palavra não tem um travo meio amargo? Então nem esta se encaixa. Procuremos outra, então, já que "ajuda" e "obrigação" foram descartadas. =)

Friday, January 23, 2009

A tartaruga, o navio e a Isolda




Ao saber que Dante estava para chegar, ou já sabendo que ele chegara, mais de uma pessoa inteligente franziu o cenho e perguntou: "E a Isolda?"
Esta é a diferença entre a tartaruga, o navio e a Isolducha. É que a tartaruga tem o casco virado pra cima e o navio tem o casco virado pra baixo.
E a Isolda?
Vai bem, obrigado.
Também nós estávamos curiosos para saber como a gata receberia o irmãozinho. Se uma bolinha de papel, imagine a menor bolinha de papel alumínio, já causa tanta correria, tanto excitação, o que não causaria um serzinho mexendo braços e pernas, qual um insetinho, chorando?
Pois bem, Dante chegou no domingo de manhã, dia 21 de dezembro, depois de passar duas noites no hospital. Isolda, naturalmente, veio receber-nos, como sempre faz. Em princípio, sequer notou o mocinho, levantou o rabo, arqueou a coluna, grunhiu seus miaus, jogou-se no chão, expôs sua barriga, lambeu as mãozinhas.
Foi só quando Dante começou a chorar, algumas horas depois, que ela percebeu que tinha alguém ali! E, tendo alguém diferente em casa, o que faz o gato? Esconde-se debaixo da cama, incontineti! E lá ela ficou, algumas horas. Depois, percebeu que o Dante não era como as outras visitas e saiu, foi cuidar de sua vida, pedir comida, visitar sua caixinha.
E a convivência tem sido ótima. Ela mal dá por ele. Muitas vezes, quando Lica amamenta, ela trepa na segunda prateleira da estante e fica pertinho, dormindo. Quando Dante chora, pedindo mais, ela dorme que só. Às vezes, levanta-se, ajeita a coluna, enovela-se e torna dormir. Só uma vez ou outra quis subir no carrinho, ficou de cheiros. No mais, é o dengo, a ternura, a poesia de sempre. Uma irmãzinha perfeita.

Thursday, January 22, 2009

Fotos chouffeanas

No hotel em Bruxelas com meus tesouros: a placa da La Chouffe e a caixa de CDs do Wim Mertens.

A capelinha de São José, onde pretendo batizar meu duendinho.


A cervejaria.